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Sexta-feira, 30 de abril de 2010
As línguas espanhola, portuguesa, francesa, italiana, romena e catalã, nessa ordem de peso demográfico, são todas oficiais em pelo menos um Estado. Assim sendo, o francês é oficial em cerca de 15% dos países do mundo, o espanhol em cerca de 10% e o português em 4%. Diversas outras línguas românicas desfrutam de reconhecimento regional (galego, friulano, sardo, gálio, ladino, occitano). Cerca de 800 milhões de pessoas ao todo tem uma língua latina por língua materna, que ocupam lugar importante na educação (com exceção do inglês, que continua a ser a língua mais estudada, mais de 15% dos estudantes escolhem aprender o espanhol, o francês ou o italiano) e nas indústrias culturais. O espanhol e o francês também fazem parte das seis línguas que produzem dois terços da literatura mundial, atrás do inglês, do russo e do alemão, e diante do japonês. No entanto, em face de este panorama ideal, a presença real das línguas latinas se mostra fraca em numerosos domínios: ciberespaço, negociações internacionais, ciências e técnicas, etc. Por exemplo, veja-se a seguir o que é observado:
A União Latina, em colaboração com a Organisation internationale de la francophonie (OIF) e com o apoio da Délégation générale à la langue française et aux langues de France, do Observatório Europeu do Plurilinguismo, da Société française de terminologie e da Associação Diversum, decidiu clarificar o que ocorre, organizando um encontro sobre a presença, o peso e o valor das línguas românicas na sociedade do conhecimento. Este evento será realizado no dia 30 de abril próximo, na OIF, reunindo diversos especialistas latinos da Europa para determinar o que se faz em matéria de observação das línguas românicas em diferentes campos do saber. Na mesma ocasião será lançado oficialmente o portal observatório sobre a presença das línguas no conhecimento.
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