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Sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e de Lisboa, 25/26 de Outubro de 2010 Fundação Calouste Gulbenkian
No quadro da comemoração do centenário da proclamação da República Portuguesa e há mais de meio milénio depois do começo da expansão de Portugal no mundo, o que provocou a irradiação da língua e da cultura portuguesas através dos diferentes continentes, deve-se examinar o seu lugar e a sua presença num mundo onde a mundialização representa ao mesmo tempo um trunfo e um desafio. Língua de cerca de 250 milhões de pessoas, língua oficial de oito Estados (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste) e de cerca de 20 Organizações intergovernamentais, ela é ensinada em 190 estabelecimentos da África, Europa, América, Oceania e da Ásia. No entanto, a presença real do português mantém-se fraca em muitos domínios: ciberespaço, negociações internacionais, comércio, ciências, etc. e principalmente nas agências das Nações Unidas. Diante desta situação, a União Latina, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, organizou este encontro internacional, que serviu de foro de discussões e de reflexão sobre o lugar da língua portuguesa. O colóquio realizou-se sob o alto Patrocínio de Sua Excelência o Senhor Presidente da República e de Sua Excelência o Senhor Presidente da Assembleia da República e recebeu o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e da Fundação Luso-Americana. As discussões foram articuladas em torno de temas como “a língua portuguesa no mundo”,” “diáspora e imigração”, “Valor económico da língua portuguesa“ e “Ciberespaço lusófono: como forma de difusão e de divulgação da língua“. No seu discurso de encerramento, Sua Excelência o Embaixador José Luis Dicenta, Secretário Geral de União Latina, apresentou as principais recomendações exprimidas pelos participantes do colóquio. Entre outras conclusões se encontram uma vontade firme de utilizarem a língua portuguesa em todas as ocasiões públicas internacionais que se apresentem e sempre que possível, evitando o uso de uma língua estrangeira, mobilizarem as diásporas lusofalantes como motor da promoção da língua portuguesa, promoverem uma política de dobragem em português para melhor difundir a língua no seio das populações dos países de língua portuguesa que apresentam altos índices de analfabetismo, elaborarem uma gramática única da língua portuguesa, que reflicta as características de todos os países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Podem-se citar, de entre os oradores: O Embaixador Manuel Maria Carrilho (ex-Ministro da Cultura e Embaixador de Portugal junto à UNESCO), a Dra. Isabel Alçada (Ministra da Educação),o Embaixador José Luis Dicenta (Secretário Geral da União Latina), o Dr. António Braga (Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas), o Dr. Emílio Rui Vilar (presidente da Fundação Calouste Gulbenkian), o Eng° Domingos Simões Pereira (Secretário Executivo da CPLP), o Dr. Jaime Gama (Presidente da Assembleia da República), a Dra. Paula Laborinho (Presidente do Instituto Camões), o Dr. Afonso Camões (Presidente de agência de Notícias LUSA), o Dr. Gilvan Müller de Oliveira (Director Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa).
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