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Língua portuguesa e culturas lusófonas num universo globalizado
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No seu discurso de encerramento, Sua Excelência o Senhor Embaixador José Luis Dicenta, Secretário Geral de União Latina, apresentou as principais recomendações exprimidas pelos participantes do encontro, ou seja:
utilizarem a língua portuguesa em todas as ocasiões públicas internacionais que se apresentem e sempre que possível, evitando o uso de uma língua estrangeira;
favorecerem uma estratégia comum das embaixadas dos países de língua portuguesa em prol da promoção do português nos diferentes países do mundo;
realizarem, de maneira concertada, acções que permitam a adopção da língua portuguesa como língua oficial ou de trabalho nas agências das Nações Unidas e aumentar a utilização da mesma nas organizações onde o idioma português já tem esse estatuto;
mobilizarem as diásporas lusofalantes como motor da promoção da língua;
contribuírem para uma maior presença da língua portuguesa na área das ciências e tecnologia;
promoverem uma política de dobragem em português para melhor difundir a língua no seio das populações dos países de língua portuguesa que apresentam altos índices de analfabetismo;
destacarem o valor económico da língua portuguesa, de modo a incentivar as empresas dos países lusofalantes a acompanharem a difusão e o uso da língua;
favorecerem a instauração de quotas mínimas de difusão de música e produção audiovisual em língua portuguesa nos media nacionais;
equipararem o IVA da edição digital com a edição tradicional;
acompanharem e apoiarem a actividade do IILP nesta nova etapa, decidida pelos países da CPLP em Brasília durante este ano;
elaborarem uma gramática única da língua portuguesa, que reflicta as características de todos os países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
elaborarem um dicionário comum a todas as variantes da língua portuguesa;
constituirem um fundo comum aos países de língua portuguesa de terminologias científico-técnicas;
criarem uma dinâmica conjunta entre os países de língua portuguesa em matéria de neologismos;
promoverem o uso da língua portuguesa no seio das entidades internacionais e intergovernamentais;
promoverem uma aproximação com os espaços linguísticos próximos (isto é as línguas românicas) e em particular com os vizinhos naturais de Portugal e do Brasil, ou sejam os países de língua espanhola, sem esquecer a comunidade de fala galega.
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