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Tradução para os media na FLUL

Alexandra Assis Rosa

1. Introdução

A revista Time disponibilizou recentemente, como parte da sua versão em linha, uma lista dos melhores romances de língua inglesa desde 1923, data em que iniciou a sua publicação (Grossman e Lacayo 2005). Dessa lista constam títulos como: O senhor dos Anéis, O Triunfo dos Porcos, Laranja Mecânica, O senhor das Moscas, Vinhas da Ira, O grande Gatsby, Lolita, 1984, ou E tudo o vento levou? A leitura deste elenco suscita algumas questões, talvez incontornáveis para quem trabalha em Estudos de Tradução, e que se prendem com a desejável averiguação do número de portugueses que terá lido estes romances em versão traduzida por oposição à língua original, neste caso, o inglês, ou ainda com a identificação da percentagem destes romances que o público leitor porventura conhecerá bastante melhor, ou mesmo exclusivamente, em adaptações para cinema e televisão, ou, por outras palavras, em versão bilingue, novamente traduzida, mas desta feita provavelmente legendada. Quantos destes romances lemos nós em inglês? Quantos lemos em tradução para português publicada em livro? E quantos conhecemos sobretudo ou mesmo somente em versão audiovisual traduzida e legendada?

É sempre possível contrapor que as respostas a estas perguntas resultam maioritariamente não da importância assumida pela tradução mas sim da relevância que os meios audiovisuais assumem nos dias de hoje e na formação da nossa competência textual. Contudo, se nos recordarmos dos romances favoritos da adolescência ou se procurarmos identificar o último romance que lemos, depressa intuímos a relevância da presença da tradução na vida dos leitores portugueses contemporâneos. Portanto, apesar da aparente trivialidade destas indagações, elas contribuem para começarmos, ainda que por aproximação, a tentar perceber a relevância quantitativa que a tradução, e a tradução para os media, em particular, podem assumir para os portugueses, hoje em dia.

Este trabalho tem por objectivo proceder a uma breve apresentação do programa de Tradução para os Media, que integra o 3º ano da licenciatura em Tradução, lançada em 2002/2003 pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que, desde 1989, oferece também um Curso Pós-Graduado de Especialização em Tradução, envolvendo várias línguas. Para além disso, pretende também apresentar uma breve reflexão introdutória sobre a relevância que a tradução e em particular a tradução para os media podem assumir na leitura de um português contemporâneo.

 

2. A relevância da Tradução para os Media

Considerando uma definição lata, universalista, de media, ou meios de comunicação social, seria desejável partir de uma colecção dados sobre a tradução: em publicações em volume e periódicos – recorrendo também à identificação dos hábitos de leitura dos portugueses, revelados, por exemplo, pelas listas de bestsellers organizadas por livrarias portuguesas—, na programação televisiva, de cinema e rádio, na venda e no aluguer de vídeo e DVD, ou em conteúdos divulgados na Internet, com o intuito de aferir a relevância da tradução junto de um público português contemporâneo. Contudo, a falta de dados relativamente a estes canais de potencial interferência de outras culturas através da tradução e a dificuldade na obtenção de estatísticas sobre a evolução cultural portuguesa, durante as últimas quatro ou cinco décadas, acarretam a consideração de um número reduzido daqueles media, impondo-se a exclusão, por exemplo, de um estudo sobre a relevância assumida pela tradução em periódicos, na rádio ou na Internet.

A tabela 1 sistematiza alguns dados até agora obtidos sobre a relevância assumida pela tradução em diversos canais de potencial interferência de outras culturas, considerando quer a oferta quer a procura [1].

 
Percentagem de itens traduzidos
Percentagem de itens não-traduzidos
Oferta de Livros 1985-1999 [2]
38%
62%
Procura de Livros 1994-2002 (aprox.) [3]
58%
42%
Oferta Televisiva (aprox.) [4]
17%
83%
Procura Televisiva 2001 [5]
0%
100%
Oferta em Cinema 1985-2001 [6]
97%
3%
Procura em Cinema*
--
--
Oferta em Vídeo e DVD*
--
--
Procura em Vídeo e DVD 1998-2002 (aprox.) [7]
100%
0%

Tabela 1 – Percentagem de itens traduzidos e não-traduzidos em potenciais canais de interferência (* não existem dados disponíveis)

 

2.1. Publicações em volume

No tocante à oferta de publicações em volume, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros disponibiliza dados sobre o número de títulos publicados em Portugal entre 1985 e 1999, que permitem concluir que a percentagem média de títulos traduzidos e publicados anualmente em Portugal é de quase 38% do número total de títulos publicados nos últimos quinze anos do século XX (APEL 1987-2001).

Na obra Hábitos de Leitura, um inquérito à população portuguesa, lê-se que no ano de 1988, entre 13 tipos de livro, os romances de autores estrangeiros foram a segunda categoria mais lida, somente ultrapassada por romances de autores portugueses (Freitas et al. 1997: 272).

A análise das listas de bestsellers semanais, organizadas por algumas livrarias de Lisboa (Livraria Barata, Bertrand Livreiros e FNAC), permite-nos afirmar que os títulos traduzidos podem representar entre 52% e 67% do total de livros mais vendidos em Portugal. Aceitando-se ser lícito presumir que, ao fornecerem informação sobre os livros que os leitores mais compram, as listas de bestsellers constituem também pistas para os livros que os portugueses potencialmente mais lêem, a sua consideração permite avançar mais um passo na direcção dos hábitos de leitura. Esta análise suscita duas reflexões. Uma vez que estas listas incluem sobretudo obras literárias e são maioritariamente constituídas por romances, verifica-se a existência de uma procura considerável para a tradução literária, sobretudo do modo narrativo. Estes dados também permitem intuir que os hábitos de leitura podem favorecer a tradução ainda mais do que a obra Hábitos de Leitura sugeria. Para além disso, os cursos oferecidos pela FLUL proporcionam formação explícita tradicionalmente em tradução literária, vocação que pode encontrar mais uma justificação, quer no volume de títulos traduzidos publicados (entre os quais a literatura assume uma percentagem também considerável) quer na potencial percentagem que as traduções assumem entre os títulos mais vendidos.

 

2.2. Televisão

Durante as últimas décadas, porém, a televisão destacou-se como influência incontornável no input de leitura da população portuguesa. Os indicadores estatísticos gerais do Instituto Nacional de Estatística revelam que quase 98% das casas portuguesas dispunham de pelo menos um aparelho de televisão no ano 2000 (INE 2003). De acordo com o Inquérito à Ocupação do Tempo, Principais Resultados 1999, em resposta à pergunta sobre a forma de ocupação de tempos livres em casa, só 35% dos inquiridos afirmou ler livros, enquanto 99% respondeu que ocupa os tempos livres em casa a ver televisão (INE 2001).

Quanto à procura em televisão, é certo que, como intuímos ou sabemos, os recordes de audiência são batidos por transmissões de jogos de futebol, telenovelas brasileiras e portuguesas, ou concursos televisivos. De acordo com dados da TVI, entre os 80 programas televisivos que bateram recordes de audiência em 2001, os vinte primeiros não contavam nem um programa traduzido (70% nacionais; 30% formatos importados). Na ausência de dados sistemáticos sobre a oferta televisiva em Portugal, e mais concretamente sobre a percentagem que os programas traduzidos assumem, procedemos a uma análise da programação da RTP1, 2:, SIC e TVI para o dia 14 de Novembro de 2005. Em termos do número de programas exibidos por estes canais, num total de 77 programas, 13 foram traduzidos, o que equivale a aproximadamente 17% da programação. A estes dados deveremos ainda acrescentar que, em 2003, já existiam um milhão e trezentos mil lares portugueses assinantes de televisão por cabo, cujos canais apresentam uma oferta de programas traduzidos, legendados ou dobrados, que terão vindo aumentar muito consideravelmente a oferta e também a procura de tradução audiovisual (INE 2003).

 

2.3. Cinema

Passando do pequeno para o grande ecrã, em termos da procura, dados publicados pelo INE demonstram que, em 2002, o cinema captou 82% dos espectadores de espectáculos públicos, assumindo, portanto, uma grande importância relativa (INE 2004: 71). Quanto à oferta, foi possível obter, do Ministério da Cultura, uma lista dos 4 165 filmes que estrearam em Portugal entre 1985 e 2001, dos quais a 97% foram traduzidos, uma percentagem que torna desnecessária qualquer afirmação sobre a relevância que a tradução assume na oferta de cinema em Portugal.

Como, porém, estes dados não permitiam a análise da oferta em termos da percentagem de filmes legendados ou dobrados que foram exibidos durante estes 17 anos, procedemos a um levantamento dos filmes exibidos em Lisboa, nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2002, de acordo com a lista de filmes publicada semanalmente na revista Visão (Visão 499-512). De acordo com estes dados, os filmes exibidos em cinema são maioritariamente traduzidos (93%) e os filmes traduzidos são maioritariamente legendados (91% do total), o que vem associar percentagens a uma realidade que, como espectadores, também já conhecíamos: existe uma forte tradição de legendagem de filmes exibidos em cinema em Portugal.

 

2.4. Vídeo e DVD

A existência de pelo menos um aparelho de televisão em 98% dos lares portugueses e de um videogravador em 49,7% das nossas casas, bem como a emergência e proliferação de clubes de aluguer de vídeo e DVD, terão em conjunto contribuído bastante, sobretudo desde 1986, para o decréscimo do público de cinema (e teatro), de acordo com dados do INE (INE 2004: 71). Perante a indisponibilidade de dados que permitissem analisar a oferta de filmes em vídeo e DVD no mercado português, optámos por analisar a procura, recorrendo ao top de aluguer de vídeos e DVD do clube de vídeo franchizado Blockbuster, que detém cerca de 20 lojas em Portugal. Considerando os 20 títulos das listas anuais de filmes mais alugados entre 1998 e 2002, 100% foram traduzidos e todos eles foram legendados. Estes dados permitem-nos especular que na procura de filmes em vídeo e DVD de aluguer, a tradução e a legendagem apresentam uma relevância potencialmente muito significativa.

 

A natureza claramente pouco sistemática destes dados invalida qualquer formulação de conclusões, e demonstra a dificuldade que ainda sentimos na tentativa de obtenção de dados necessários para delinear o perfil do mercado de tradução. Ainda assim estes dados podem funcionar como ponto de partida para inferirmos hipoteticamente que a percentagem assumida pela tradução na oferta e procura em Portugal relativamente a cada uma das categorias consideradas é muito significativa. Particularmente relevantes para a disciplina de tradução para os media são as percentagens assumidas pela tradução: (1) na oferta em televisão e no cinema e (2) na procura de vídeo e DVD, uma vez que esses são os principais suportes expressivos que o programa contempla. A consideração destes números ainda que a título indicativo e provisório permite inferir que nos diferentes media considerados a tradução tem uma relevância potencial bastante considerável (entre 17% e 100%).

Importante é também reflectir sobre o modo como a formação explícita em tradução para os media pode, a avaliar por estes dados, contribuir para o perfil de uma percentagem bastante considerável do input de leitura de um português médio, se pensarmos na tradução publicada em volume e na tradução para legendagem (televisão, cinema, vídeo, DVD).

 

3. Tradução para os Media na Faculdade de Letras de Lisboa

Passando então aos conteúdos e objectivos da Disciplina de Tradução para os Media, leccionada na FLUL, no programa desta disciplina lê-se:

Televisão, cinema, vídeo, DVD, ópera e imprensa são media onde a tradução [sob forma de legendagem, dobragem, supra-legendagem ou adaptação] assume não só especial importância mas também um perfil particular. Este resulta quer do suporte ou meio expressivo múltiplo ¾ imagem, som, linguagem humana verbal oral e escrita, etc. ¾ quer da diversidade de sistemas semióticos envolvidos no processo comunicativo.
Esta disciplina tem como finalidade não só identificar problemas tradutórios decorrentes do carácter polissemiótico da comunicação multimédia mas sobretudo contribuir para a sua resolução, mediante o estudo quer de estratégias e comportamentos tradutórios, quer de aspectos do processo decisório resultante da negociação de factores textuais e contextuais, como os sistemas e as normas válidas nos contextos socioculturais implicados neste processo específico de comunicação intercultural.

Com estes objectivos, o programa envolve o trabalho inicial de introdução de conceitos operativos para o estudo e análise da tradução; bem como a identificação das diversas etapas do processo tradutório, de molde a sublinhar a intervenção da formação específica relativamente a cada uma delas. O conhecimento de normas e universais tradutórios até agora propostos e descritos pelos Estudos de Tradução é também convocado, com o objectivo de tornar consciente este enquadramento para o trabalho de tomada de decisão, e de selecção de estratégias tradutórias. Grande relevância é atribuída à identificação dos factores textuais e contextuais potencialmente importantes para a tradução multimédia como processo comunicativo intercultural. Os principais tipos de tradução que o programa aborda são:

(1) A tradução para legendagem em televisão, cinema, vídeo e DVD, que se inicia com a análise crítica das considerações do “Código de Boa Prática em Legendagem”, prosseguindo com o trabalho de divisão do guião em legendas, de produção das legendas em suporte informático e com exercícios de legendagem. Os trabalhos concentram-se sobretudo na tradução de ficção, sem, no entanto, deixar de referir a tradução de documentários (legendagem e sonorização) e de informação.

(2) A tradução de Ópera é também referida, em virtude de algumas afinidades com outros tipos de tradução para legendagem. A sua consideração determina o estudo de estratégias de tradução particulares, e uma especial referência à importância do trabalho de equipa com um musicólogo, com o coordenador de produção e a empresa informática encarregue da sincronização das legendas.

(3) O programa contempla ainda a tradução para dobragem em televisão, o que implica quer a consideração de estratégias de tradução específicas, quer a identificação das contribuições específicas de diversos agentes envolvidos no processo de criação de uma versão dobrada.

(4) A tradução para a imprensa, também incluída no programa, envolve a identificação de estratégias de tradução baseadas na análise textual e contextual de alguns excertos de jornais e revistas de molde a identificar o perfil comunicativo dos textos de chegada a produzir.

Em todos estes momentos se procura que os alunos: disponham do aparelho conceptual necessário para a reflexão crítica e para a análise das tarefas tradutórias nos diversos media; desenvolvam a competência de análise de elementos estruturais relevantes para fins tradutórios na sua correlação com factores contextuais, bem como a capacidade de avaliação dos contextos situacionais e socioculturais de partida e de chegada com a finalidade de hierarquizar e seleccionar os elementos estruturais relevantes à luz do contexto de chegada e do texto de chegada a produzir; aprendam e exercitem algumas estratégias tradutórias condicionadas pelos meios e suportes expressivos, públicos alvo e outros participantes envolvidos; desenvolvam o acesso e a exploração de ferramentas monolingues e multilingues disponíveis na internet, como dicionários e corpora (paralelos ou não); estejam alertados para a existência de normas particulares, e para a sua variação, decorrente, por exemplo, de estilos das empresas envolvidas no processo tradutório e conscientes da necessidade do trabalho de equipa; e entrem em contacto com profissionais e empresas, para conhecerem de perto o mercado português e os agentes envolvidos nas diversas tarefas necessárias (conhecer prazos, remunerações, negociações a que o mercado obriga, etc.). Este último objectivo é preconizado quer através de visitas de estudo a algumas instituições, quer através do convite a profissionais de tradução para legendagem em televisão, em dobragem, e em tradução de ópera que vêm até à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para participar em palestras. Assim se tenta dar a conhecer a tradução para os media como comunicação intercultural, também na sua vertente sociológica.

 

4. Conclusão

Num artigo intitulado “Translation in the University: Prospects for the New Millenium” Robert de Beaugrande afirma:

Translation is an omnipresent and indispensable practice in our societies, often constituting an essential skill for entering highly-paid careers. Yet the institutions of those societies do not educate their citizens to prepare them for doing it well. (…) Perhaps the low profile of translation in the universities is one aspect of the more general problems in correlating higher education with the rapid evolution of society and technology. When assessed in practical terms of social or economic needs, the conventional curriculum may seem rather ‘academic’, that is, devoted to concerns that are specific to the university setting. Apparently, the emphasis is more on general intellectual exercise and mental discipline than upon specific preparation for a professional future. (Beaugrande 2002)

Os conteúdos e objectivos do programa de Tradução para os media foram integrados precisamente no sentido de tentar inverter a tendência que Beaugrande diagnostica e assim tentar responder à procura do mercado existente nos media em Portugal, sem contudo negar a vocação específica da universidade. É assim que a Faculdade de Letras, tradicionalmente envolvida na formação de tradutores literários, tem tentado inovar, oferecendo formação explícita para um futuro profissional em novas áreas, construindo pontes com o mercado, indo ao encontro de uma procura existente, estabelecendo parcerias com alguns agentes, explorando o recurso a novas tecnologias e integrando a tradução para os media na formação dos seus alunos.

 

Bibliografia citada:

APEL. 1987-2001. A Edição de Livros em Portugal: Estatísticas. 12 volumes. Lisboa: Centro de Documentação Bibliográfica da APEL.

"Cinema". Visão. 499-512. 26.10.2002-26.12.2002.

BEAUGRANDE, R. (2002): “Translation in the University: Prospects for the New Millenium”. United Arab Emirates University Technical Report 2000-2. http://beaugrande.bizland.com/TranslationUniversity.htm

FREITAS, E. de et al. (1997): Hábitos de Leitura. Um Inquérito à População Portuguesa, Lisboa, Publicações Dom Quixote.

Grossman, L e Lacayo, R. (2005): “All Time 100 Novels” Time. http://www.time.com/time/2005/100books/

INE (2001): Inquérito à ocupação do tempo, principais resultados 1999, Lisboa, INE.

INE (2003): Indicadores Estatísticos Gerais 2003, Lisboa, INE. http://www.ine.pt/prodserv/indicadores/indic1.asp

INE (2004) : 30 Anos de 25 de Abril. Um retrato estatístico 1974-2003, Lisboa, INE. http://www.ine.pt/prodserv/quadros/quadro.asp

ROSA, A. A. (2003): “What about a section on translation in that Literary History Volume? Readership, Literary competence and Translation.”, Current Writing 14(2). 175-191.

ROSA, A.A. (2006): “Does translation have a say in the history of our contemporary linguacultures? Some figures on translation in Portugal.” Polifonia 9. 77-94.

 

[1]A selecção de dados, que aqui se oferece de modo sumário, integra um conjunto mais vasto, em que se baseia a análise apresentada em Rosa 2003 e 2006.

[2]As percentagens indicadas baseiam-se numa análise de dados publicados pela APEL (APEL 1987-2001).

[3]Estas percentagens resultam de uma análise de dados fornecidos pela Livraria Barata, pela Bertrand Livreiros e ainda pela FNAC, relativamente ao período de nove anos entre 1994 e 2002.

[4]As percentagens indicadas correspondem à análise de um dia de programação televisiva nos quatro canais RTP1, 2:, SIC e TVI (14 Novembro 2005).

[5]As percentagens relativas à procura em televisão baseiam-se em dados fornecidos pela TVI.

[6]As percentagens referidas resultam da análise de dados fornecidos pelo Ministério da Cultura.

[7]As percentagens apresentadas baseiam-se na análise de dados fornecidos pela empresa Blockbuster.

 

 

 

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