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Sabemos, desde 2005, que os resultados obtidos no ciberespaço, indexado pelos motores de pesquisa (Google em 2005), não são representativos de todo o espaço da Rede, dado que os ditos motores cobrem apenas uma parcela mais estreita (60-80 % desse mesmo espaço). Este estudo confirma a pouca fiabilidade dos resultados obtidos em 2006 com o Google, o que demonstra claramente que este revela certas incoerências que nos obrigam a afastá-lo da nossa metodologia. Após várias pesquisas, chegámos à conclusão que Altavista era o motor cujo funcionamento parecia o mais apropriado à nossa metodologia. Paralelamente, o estudo deixa transparecer um novo resultado que põe em perigo a coerência na continuidade dos resultados. Até 2005, os valores relativos à presença das línguas na Rede, segundo diferentes motores de pesquisa, eram bastante semelhantes, situando-se nos intervalos de confiança estatísticos. A redução da proporção das páginas indexadas e das estratégias comerciais próprias a cada motor, conduzem à possível perda definitiva desta propriedade. Desta forma, não podemos afirmar que os nossos resultados reflectem a situação das línguas na Web, mas são sobretudo o panorama das línguas existentes no ciberespaço, indexado pelo motor de pesquisa utilizado neste estudo. Para demonstrar a situação acima descrita, poderemos citar os resultados obtidos a partir do motor Exalead, os quais se revelaram consideravelmente mais elevados nas pesquisas em francês. Convém aqui salientar um outro factor importante neste último estudo, ou seja, a grande invasão de anúncios publicitários na Rede, o que provoca efeitos dificilmente comensuráveis pela nossa metodologia. Em inúmeras páginas, abundam anúncios publicitários e outros anúncios intertextuais (GoogleAds), considerados como parte integrante do conteúdo. Aparecem assim termos que, não tendo qualquer relação com o conteúdo do sítio, conferem um certo valor a outros termos (podemos, por exemplo, visitar uma página sobre os cavalos na qual nunca teria aparecido anteriormente o termo “amarillo”, mas que comporta agora um anúncio GoogleAds que propõe “visitar o rancho Amarillo”). A publicidade transformou-se assim num amplificador que se torna uma vantagem para as línguas predominantes (inglês) e, numa proporção menor, para as línguas emergentes (nomeadamente o chinês, mas também o romeno que conhece um crescimento considerável). Para fazer face a esta nova situação e à sua influência nefasta para os nossos resultados (sobretudo para o espanhol), desenvolvemos uma série de técnicas destinadas a neutralizar os efeitos da publicidade.
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| Línguas e Culturas na Web ― Estudo 2007 | Portalingua | | União Latina |